Dê Preferência À Vida
julho 4, 2011
A Prefeitura de São Paulo começou há cerca de algumas semanas a campanha “Dê Preferência à Vida” com o objetivo de conscientizar a população sobre questões relacionadas ao trânsito, principalmente, motoristas em relação aos direitos dos pedestres. Eu vi a campanha pela primeira vez em uma plaquinha na frente do ônibus que eu uso para ir e voltar do trabalho. Achei interessante e decidi procurar na internet. O site é ótimo: informações, estatísticas, vídeos… a iniciativa também é excelente. Porém, fiquei imaginando quantas pessoas viram a tal plaquinha, como eu, e foram efetivamente conhecer o site. E digo mais: gostaria de saber QUANTOS MOTORISTAS fizeram isso. A verdade é que, apesar da ideia ser ótima, a divulgação ainda é falha porque está agindo na consequência e não na causa. A gente sabe que o problema do trânsito no Brasil está muito mais relacionado à educação do que à conscientização. Vejo todos os dias carros parando na faixa de pedestres que tem aqui na frente do prédio onde eu trabalho e em todas as ocasiões onde vou conversar com as pessoas sobre isso, recebo patadas. É grosseria atrás de grosseria. Porque para essas pessoas elas não estão fazendo NADA de errado. Como uma dessas pessoas já me disse: “de todos os erros, esse é o menor”. Mas por que continuar fazendo o errado se dá pra fazer o certo?
Todos os dias tem motorista de ônibus trafegando com essa placa da campanha no para-brisas e tirando fina de pedestre, fechando a porta antes do passageiro descer, correndo loucamente como se as pessoas fossem todas grandes sacos de batata. Todo dia tem motorista buzinando e xingando a gente quando decidimos passar pela faixa de pedestres sem esperar que ele pare. Todo dia a gente vê os maiores absurdos no trânsito e nada disso tem a ver com conscientização. Tem a ver com respeito. E educação, volto a repetir.
A campanha é boa. O problema é que o buraco é mais embaixo.


O problema da faixa FALSA de pedestre… Tenho que ensinar meus filhos a atravessar a rua FORA da faixa nesses casos, de direita livre em ruas movimentadas, em que não há meio de sinalizar para os motorizados que ali há pessoas.
Por que se insiste tanto nessa cantilena de ATRAVESSE NA FAIXA se existem tantas faixas-armadilha? ATRAVESSE ONDE POSSÍVEL, esse é o razoável. O sistema parece desenhado por pessoas que só se locomovem de carro.
Atravessar na faixa em ruas que têm entrada para uma principal sem semáforo é impossível porque os carros precisam aguardar EM CIMA da FAIXA para observar o trânsito na principal e entrar.
NÃO ATROPELE ao invés de NÃO SEJA ATROPELADO!! Esse deveria ser o mantra. As PESSOAS são MAIS IMPORTANTES do que OS CARROS!!
[...] já havia comentado sobre essa campanha neste post aqui que, ao meu ver, é ótima, mas tá cheia de falhas, buracos e inconsistências. A prefeitura põe [...]